Esperando o rapaz dar o nome...

Hoje eu acordei com tuas vestes enroladas ao meu corpo
E o teu cheiro ainda estava vivo ali
acordei sentindo a tua presença
E a tua voz ainda era forte em meus ouvidos
Você me deixou ser quem eu quisesse
Deu asas a minha liberdade
Me deu o gosto sinestésico da entrega
Me ensinou a encarar o medo
Eu quis tudo pro resto da vida
Te quis e me derramei como gota de água do mar
Quis ser o teu pequeno príncipe
Quis ser o todo em ti
Agora minhas quimeras são sós
E a lua me lembra nosso encontro
Vejo teu rosto sorrindo, indo embora.
E tua voz já não fala mais aos meus ouvidos
Nossas mãos não andam mais tão juntinhas
E nem são mais tão parecidas
As pequenas coisas de nós talvez desapareçam
E o vento leve pra longe os meus sentidos em ti
Agora teu nu é só pintura
Num quadro vivo em meu despertar
De fato, o medo recolhe-se em mim
Ainda não sei como deixar o tempo te levar
Meu eu lírico masculino sendo encarnado pela primeira vez...
E sendo encarnado em uma pessoa que eu conheço há pouco, que na verdade nunca vi pessoalmente, mas que me deu muito, muito dos seus sentimentos pra essa inspiração...
Pra você meu querido Alessandro Bacchini! Obrigada pela generosidade e pela confiança...
Ps. Ainda não tem nome pq tô esperando o rapaz dar um...

8 Comments:
acho q os teu versos passam uma sensação de intimidade :)
eu até queria saber escrever pelo ponto de vista alheio...
ah...nostalgia.....
Então é para o famoso sr Bachini... =}
é...nostalgia.
se fingir de outro é legal. :)
não atualizas mais isso aqui não?
Fantástico! Simplesmente, fantástico. O objetivo vital de qualquer forma escrita é dizer algo. Fizeste mais. Concretizas-te uma viagem. Conseguiste levar com lê ao lugar e sentir o que se sente ao acorda com as vestes alheias.
Adorei
Bjo
quel, agora que pude ler o teu blog. lindo o texto. essa é a letra da música que o bacchini fez? beijo.
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